Spice Girls durante cerimônia dos Jogos Olímpicos em 2012 — Foto:  REUTERS/Stefan Wermuth/Arquivo
    Spice Girls durante cerimônia dos Jogos Olímpicos em 2012 — Foto: REUTERS/Stefan Wermuth/Arquivo

    A rapper e ex-BBB Karol Conká e o tenor italiano Luciano Pavarotti têm ao menos uma coisa em comum: os dois se apresentaram em cerimônias de aberturas de Jogos Olímpicos.

    Por enquanto, os segredos da abertura das Olimpíadas de Tóquio desta sexta-feira (23) continuam bem guardados. E há poucas pistas de como será a festa e quais celebridades foram escaladas para apresentar números musicais da cerimônia.

    Se a tradição se mantiver, porém, podemos esperar o seguinte da parte musical da abertura:

    • Presença de ao menos um cantor ou cantora celebridade no Japão;
    • Apresentações musicais curtas e integradas aos segmentos simbólicos da cerimônia;
    • Podem aparecer canções conhecidas no país ou músicas novas relacionadas aos temas abordados na festa.
    Festa de abertura da Olimpíada oferece espetáculo de cores, dança e atrações musicais

    Foto: Reprodução/G1

    O poder de Céline Dion em Atlanta

    Ela nasceu no Canadá, mas era sucesso nos Estados Unidos — e no mundo inteiro — em 1996, quando foi convidada para cantar a música que marcou os Jogos Olímpicos de Atlanta: “The Power of Dream”.

    Na cerimônia, Céline apresentou a canção — na verdade, um playback — logo depois do acendimento da pira olímpica por Muhammad Ali, uma das mais marcantes cenas daquela abertura.

    Webdoc relembra como foi a Olimpíada de Atlanta (1996)
    Olimpíada de Atlanta (1996) – Foto: Reprodução/G1

    A festa não foi um primor do ponto de vista artístico, mas a música é até hoje lembrada quando se fala em Atlanta 1996. Aliás, “The Power of Dream” até ganhou uma versão brasileira interpretada pela Xuxa: “O Poder dos Sonhos”.

    Outro destaque musical da abertura das Olimpíadas de Atlanta foi a Imperatriz do Soul, Gladys Knight, entoando “Georgia On My Mind” — hino não oficial do estado americano muito tocado em 2020, quando Joe Biden venceu naquele eleitorado encerrando uma série de vitórias republicanas por lá.

    Boy band e teen pop em Sydney

    A abertura dos Jogos Olímpicos de 2000 quebrou com a tradição dos hinos nacionais entoados por corais. Os primeiros versos de “Advance Australia Fair” saíram na voz solene da boyband Human Nature, quarteto em atividade até hoje que faz algum sucesso no país. A segunda parte do hino veio na voz da soprano Julie Anthony, acompanhada por uma orquestra.

    A parte artística da cerimônia em Sydney era contada pela perspectiva de uma garota, interpretada pela atriz e cantora teen Nikki Webster, com 13 anos à época, que apresentou a música “Under The Southern Skies” para mostrar a união dos continentes debaixo dos céus australianos.

    Nikki bombou na Austrália depois da apresentação na abertura. Gravou um álbum meses depois da cerimônia e fez sucesso com a música “Strawberry Kisses”. Tanto sucesso que o hit chiclete chegou aqui em terras brasileiras com a versão “Beijo Molhado”, interpretada pela girlband Rouge.

    A menina ainda voltou para o encerramento dos Jogos de Sydney — esses, sim, um show de pop, com Men At Work (de “Down Under”) e, claro, Kylie Minogue.

    A despedida de Pavarotti em Turim

    Diante da pira recém-acesa dos Jogos Olímpicos de Inverno em Turim, em 2006, abriu-se a cortina do palco montado no estádio e lá estava o tenor Luciano Pavarotti.

    Já com a saúde debilitada — ele descobriria um câncer no pâncreas apenas meses depois — o artista apresentou a ária “Nessun Dorma” (“Ninguém durma”), de Giacomo Puccini, uma das marcas de Pavarotti.

    Os milhares de espectadores e atletas que ovacionaram o tenor não sabiam que aquela seria a última apresentação dele. Pavarotti morreria em 2007, após complicações do câncer. Soube-se, depois, que aquele show monumental tinha sido pré-gravado até para evitar que qualquer problema ofuscasse o fim triunfante da cerimônia que abriu as Olimpíadas em 2006.

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